Eu te vi naquele ponto esperando o ônibus. E ao perceber que era você, meus olhos encheram de lagrimas, eu queria ter coragem de correr ate onde estava, te abraçar, te falar tudo que estava preso na minha garganta a dias, meses, anos. Queria te beijar, queria brigar, queria te tocar, queria sentir todo meu corpo responder ao menor contato com o seu. Queria. Queria te viver, reviver. Queria parar de soluçar alto e chamar a atenção de quem estava passando por mim. Queria que você olhasse pra trás e percebesse o quanto fico alterada com a sua presença. E como se tivesse o poder de ler mentes (ou porquê meu choro está cada vez mais descontrolado e audível) você virou o rosto, olhando ao meu encontro. Depois olhou para frente, seu ônibus estava chegando, então tu deu sinal e quando o mesmo parou, você subiu e se foi. Não era você. E ainda estou aqui chorando pois mesmo quando tu não está presente, consegue manipular facilmente minhas sensações. Me odeio um pouco agora por ainda está suscetível a você. Odeio um pouco meu corpo por decidir não criar imunidade sobre seu efeito. Odeio um pouco você por controlar até meus linfócitos. Odeio perder o controle e ver que ainda te amo.
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