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Mostrando postagens de julho, 2017

Jobs.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: "Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último." Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho pra mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: "Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?" E se a resposta é "não" por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante a morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.

The Thirteen

Eu quis ligar pra alguém. Contar o que tinha acontecido, e que doía. Mas não havia ninguém ali. Ninguém com que eu pudesse contar. Ninguém disposta a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas. Ninguém que se importasse. Então eu virei pro lado e a dor veio. Rápida. Forte. Devastadora. Senti minha alma rasgando ao lembras daquelas palavras. E dói. Ainda dói.

Problema.

 Você achou legal meu jeito ao contrário e minha aversão ao romance. Riu quando eu disse que era um problema e que surtava de vez em quando. Contei que estrago meus relacionamentos e gosto de magoar sem querer quem eu gosto, você fingiu que não tinha escutado e perguntou que tipo de musica eu gostava. Continuei com a historia do meu antigo namoro e expliquei como sou traumatizada com tudo. Você só prestou atenção na hora que cantei o refrão da musica do Legião Urbana. Juro que fiz de tudo para te avisar. Mandei você ficar longe de mim. E você quis ficar mesmo assim. Sempre tive pena de quem gosta de mim, pior ainda é que eu gosto também. Você não sabe o que se meteu. Não consegue ver? Acabei de por em letreiro escrito problema na minha testa. Em neon. E você ainda não correu. Ou você é louco, ou eu achei a pessoa certa.

Oi, sou eu.

Oi, sou eu. Desculpa a carta á moda antiga, ta meio fora de moda, né? Pois é, mas de que importa, eu sempre gostei de coias antigas mesmo... Queria lhe agradecer por existir e principalmente por ter me feito viver, mesmo que por tão pouco tempo. Perdoa o jeito e a falta dele, não foi minha intenção bagunçar tanto as coisas e muito menos ter feito tanto barulho, eu só queria ter entrado quietinho e sem causar tanto problema. Saído pela porta dos fundos, sem quebrar nada... Perdoa a lotação de si, queria ser mais vazio de mim pra me encher de ti. Eu sempre gostei da minha singularidade, mas você bora tudo que sempre gostei em jogo quando chega perto. Sempre odiei abraços por serem sempre invasivos e desajeitados, sem contar que meu corpo nunca foi muito propício a isso, porém os teus me dão a liberdade que espaço algum jamais me deu. É estranho que eu me sinta menos dono de mim quando falo de ti, contudo me sinto bem mais eu quando estou contigo.

Notas de um velho safado.

Há alguma coisa em mim que não consigo controlar. Nunca dirijo meu carro por cima de uma ponte sem pensar em suicídio. Quero dizer, não fico pensando nisso. Mas passa pela minha cabeça: suicídio. Como um luz que pisca. No escuro. Alguma coisa que faz você continuar. Sabe? De outra forma, seria apenas loucura. E não é engraçado, companheiro. E cada vez que escrevo um bom poema, é mais uma muleta que me faz seguir em frente. Não sei quantas às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, Deus Todo-Poderoso, o que mais agora? A vida me fode, não nos damos bem. Tenho que comê-la pelas beiradas, não tudo de uma vez só. É como engolir baldes de merda. Não me surpreende que os hospícios e as cadeias estejam cheios e que as ruas estejam cheias. Gosto de olhar os meus gatos. Eles me acalmam. Eles me fazem sentir bem. Mas não me coloque em uma sala cheia de humanos. Nunca faça isso comigo. Especialmente numa festa. Não faça isso.

Sou eu

Não, eu não bebi. Te ligo sóbrio dessa vez para me desculpar por outras noites. Sou eu quem aparece berrando na tua rua em algumas madrugadas. E quem liga as três ou quatro da manhã e não diz nada. Quem picha suas iniciais em qualquer muro ou calçada. Quem te escreve versos em guardanapos usados. Quem desata a falar de ti pro garçom, quando já embriagado. Sou eu quem comete loucuras por não te ter. E dorme na tua porta pra nunca te esquecer. Desculpa por me encantar tanto por você. É que a verdade, é que você é o diabo e te amar é o inferno.

18 anos.

Eu tenho 18 anos, mas com mente de 30 e problemas de 50. Com pesadelos, medos, inseguranças e transtornos de alguém que já viveu mais que o dobro da vida nesse mundo. Eu tenho 18 anos. Mas a vida exigiu e exige que eu tenha mais, com capacidades e habilidades que qualquer um que já viveu mais que o dobro nessa vida. Eu tenho 18 anos e vivo no século XXI. Mas tenho medo de sair nas ruas me expressando, como se estivéssemos na ditadura militar, no mundo da opressão. Eu tenho 18 anos. Mas, com problemas psicológicos causados por outras pessoas com 18 anos. Tão nova e lutando por tanta coisa, mais que qualquer um que já viveu mais que o dobro nessa vida.   São as noites nas quais acordo chorando com medo daquele pesadelo se repetir, das palavras ecoando forte na cabeça, tudo se repetindo. São as manhãs nas quais sinto falta de acordar disposta para ir a escola me divertir e ter amigos para abraçar. São as tardes de domingo quando eu me juntava com minha família para passear.   Eu ...