Você esta na terceira mesa da segunda fileira com aquela blusa amarela que eu te dei no dia que te pedi para sorrir para tirar uma fotografia. Está com uma pulseira, igual a que estou usando, compramos em Madrid, naquele dia, nossa unica preocupação era manter nossos lábios sempre colados, está usando a calça preta que ficava lá na minha gaveta, guardada, caso você precisasse. Você está vestida com o nosso passado e nem percebe. Te cai tão bem. Só não usa essas roupas com outro alguém. Sei que não vai me ouvir. Mandarei esse bilhete pelo garçom, quando me procurar, estarei do outro lado da rua pegando meu táxi. Esperarei para ver sua reação, não por você.
Eu sabia que tinha algo de errado no momento em que meu shorts escorregou do meu corpo quando eu sai do banho naquela noite, todas as vezes que minha irmã brincará comigo falando que eu estava emagrecendo ou a preocupação da minha mãe na ultima vez que nos vimos pelo osso do meu peitoral estar começando a aparecer mais e quando meu pai pediu pra eu forçar mais em todas as refeições que eu deixava mais da metade do prato de lado começaram a fazer sentido na minha mente. Entrei no quarto fechando a porta logo em seguida me certificando que aquele shorts era realmente o qual comprei recentemente - sempre tive mania de comprar roupas de dormir em números justos ao meu corpo por saber que iria demorar para atualizar tais vestimentos - a etiqueta de preço estava pendurada na peça indicando que era a certa. Os problemas começaram a esquentar quando em um exame de sangue feito recentemente - e obrigado pelo meu pai - gritou em letras vermelhas uma forte anemia, e o olhar preocupado do médico ...
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