Sempre via os meus avós juntos, sempre se deram muito bem. Ele do tipo carinhoso, adorava acariciar o rosto dela e ela do tipo meninota, andava suspirando pelos cantos feito uma adolescente apaixonada. Eu os admirava muito, sempre dizia em minha mente "que era um amor desses que eu queria pode viver". Eram mais de 54 anos de casados, ao meu ver, considerava-se a vida toda juntos. Ela já havia tido alguns namorados, já ele... Ahhh, ela foi o primeiro amor dele, primeira namorada, primeira esposa e única. Brigas existiam no relacionamento deles, mas quando acabava era algo que fortalecia mais o amor dos dois. Nunca vi minha avó chorar, a não ser quando ela contava de quando eles se casaram, mas era um choro de alegria, fora isso ela sorria sem parar. Pareciam dois jovens apaixonados ao encontrar o primeiro amor, era um amor com mais de meio século, uma história digna de ser vivida por qualquer pessoa. E o amor meu caro... o amor de verdade não tem data de validade.
Eu sabia que tinha algo de errado no momento em que meu shorts escorregou do meu corpo quando eu sai do banho naquela noite, todas as vezes que minha irmã brincará comigo falando que eu estava emagrecendo ou a preocupação da minha mãe na ultima vez que nos vimos pelo osso do meu peitoral estar começando a aparecer mais e quando meu pai pediu pra eu forçar mais em todas as refeições que eu deixava mais da metade do prato de lado começaram a fazer sentido na minha mente. Entrei no quarto fechando a porta logo em seguida me certificando que aquele shorts era realmente o qual comprei recentemente - sempre tive mania de comprar roupas de dormir em números justos ao meu corpo por saber que iria demorar para atualizar tais vestimentos - a etiqueta de preço estava pendurada na peça indicando que era a certa. Os problemas começaram a esquentar quando em um exame de sangue feito recentemente - e obrigado pelo meu pai - gritou em letras vermelhas uma forte anemia, e o olhar preocupado do médico ...
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